CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 139
O erro é substancial quando:
I - interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das qualidades a ele essenciais;

II - concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante;

III - sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio jurídico.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

O Dever de Boa-Fé nos Cumprimentos das Obrigações

O artigo 139 do Código Civil brasileiro estabelece um princípio fundamental para as relações jurídicas: o dever de boa-fé na execução do contrato. Em termos simples, isso significa que as partes envolvidas em uma obrigação, ao cumprirem o que foi acordado, devem agir com honestidade, lealdade e cooperação.

Essa boa-fé não se limita apenas ao que está escrito no contrato, mas engloba também um conjunto de condutas esperadas no ambiente negocial, como:

  • Informação: As partes devem fornecer todas as informações relevantes umas às outras, de forma clara e completa, para que todos compreendam seus direitos e deveres.
  • Colaboração: É esperado que as partes colaborem entre si para que a obrigação seja cumprida da melhor forma possível, evitando obstáculos desnecessários.
  • Proteção: Cada parte deve zelar pelos interesses da outra, evitando causar-lhe prejuízos indevidos, mesmo que não explicitamente proibidos pelo contrato.
  • Lealdade: A conduta das partes deve ser pautada na confiança mútua, sem intenções ocultas ou artimanhas para obter vantagens indevidas.

Em suma, o artigo 139 impõe que o devedor, ao realizar a prestação devida, deve fazê-lo de maneira diligente e correta, respeitando os limites da razoabilidade e da justiça. Da mesma forma, o credor, ao receber a prestação, deve agir com a mesma diligência, não se aproveitando de eventuais imperfeições ou de boa-fé alheia.

O descumprimento desse dever de boa-fé pode gerar consequências jurídicas, como a responsabilidade por perdas e danos, além de poder influenciar a interpretação do contrato. Portanto, a boa-fé é um pilar essencial para a estabilidade e a justiça nas relações contratuais.